Começei a escrever alguns posts para um blog de moda, Amo Muito, já que é o projeto de uma querida amiga minha. Além de ter um desenho muito legal, os posts das duas blogueiras principais são muito bacanas com dicas de moda e coisas realmente muito fofas. A minha amiga me ajuda com as fotos e o texto dos meus posts, e o resultado é muito melhor do que conseguiria sozinha! Na verdade, comprei muita pouca coisa depois de voltar para os EUA, mas as poucas coisas que comprei foram vários pares de sapatos, e por isso resolvi começar meus posts lá com sapatos.
Aqui tem dois trechinhos dos posts que fiz da série "Shoe York":
Sapatilhas: Uma loja muito legal para comprar sapato é a Century 21.
Também tem roupa e acessórios excelentes de marcas que aí no Brasil são
caríssimas, mas a loja de sapatos é separada da loja principal; Tem que
seguir um caminho dentro da loja ou sair e entrar na entrada da loja
dos sapatos. [Como chegar] Leia mais e veja fotos
Galochas: Tem várias coisas que eu devia ter comprado antes de me mudar para o
Rio de Janeiro, sem dúvida, as galochas ficam no topo da lista. Só
quando voltei para New York eu pude perceber o quanto elas me fizeram
falta naquelas tardes de chuva do Rio, mas…mesmo não podendo mais
usá-las no Rio (porque eu moro em NY), eu não resisti e comprei! Fiquei
muito arrependida por não ter feito essa comprinha antes. Leia mais e veja fotos
Fica ligado aqui e no Amo Muito para mais posts sobre moda e coisas legais em Nova Iorque!
Cristiano, the author of Casagrande blog and the guy behind the Brazilians Twitter account, wrote this about his encounter with a logger in Rio Grande do Sul.
Hoje pela manhã fui ao centro da cidade onde moro, no Rio Grande do
Sul, e enquanto aguardava para ser atendido acompanhei uma conversa que
me chamou a atenção.
Um rapaz, aparentando 20 anos de idade,
contava como era o seu dia-a-dia na Amazônia. Pelo sotaque deduzi que
era daqui mesmo. Gaúcho na Amazônia não é difícil de descobrir a
profissão. A maioria são militares, criadores de gado ou madeireiros.
Não me contive e peguntei:
- Você é militar?
- Não, trabalho em uma madeireira.
- Madeira certificada? - questionei não acreditando no que havia acabado de perguntar.
- Sim - respondeu desviando o olhar.
- Porque o IBAMA certifica a madeira legal na Amazônia, certo? - continuei
-
Ninguém trabalha certinho na Amazônia - interrompeu ele - quando os
fiscais do IBAMA chegam todos os madeireiros param até eles irem embora.
- E para onde vai a madeira de vocês? - quis saber, curioso.
- Exportação. A 1ª linha para Europa, 2ª linha para os Estados Unidos.
- Não fica nada no Brasil? - continuei, surpreso.
- Só a madeira com muita imperfeição, que não tem como tirar os nódulos.
- Entendi. - concluí, percebendo que ele não estava disposto a continuar a entrevista.
Continuei acompanhando a conversa do rapaz com outra pessoa, com quem não tinha constrangimento em falar sobre o assunto.
"As notícias nos jornais são exageradas. O povo acha que o IBAMA está
sempre lá fazendo apreensões e multando. Tem madeireiros que tem
milhões em multa, mas a vida deles é essa, não vão pagar essas multas
nunca."
"Falam que a Amazônia vai terminar. Ainda tem muito mato, leva uns 50, 60 anos para a Amazônia acabar."
A
conversa era interessante nesta história onde pistoleiros e madeireiros
eram os personagens principais enquanto governo e polícia eram
coadjuvantes e eventuais.
Neste momento, precisei sair.
Despedi-me de todos, olhei para ele e vi que desviou o olhar. Estava
claro que não tinha constragimento para falar sobre isso com os demais,
mas parecia saber que não podia confiar em mim.
See original post for photos of logging in the Amazon.
O Brasil não tem conflitos raciais mas, ao ficar falando de racismo e
estimulando as pessoas a se identificarem racialmente, você arriscam
criar conflitos que nunca existiram.
Minha opinião é oposta: acho que a falta de conflitos raciais é um dos grandes problemas do Brasil.
Muito estrangeiros consideram os Estados Unidos, por exemplo, uma
nação fraca por causa de seus conflitos internos. Do ponto de vista,
digamos, de uma nação pacífica, como a Arábia Saudita, os EUA são um
poço de crimes, contradições, ódios. E eles têm razão. A diferença é
que os conflitos são a fonte de força dos EUA, não de fraqueza.
Sociedades
que não tem conflito são em geral estratificadas e anti-democráticas.
Não existe conflito porque uma classe social, etnia ou grupo religioso
está totalmente sob o controle de outra, especialmente se essa
superioridade já está culturalmente introjetada. As mulheres africanas
não se revoltam contra a circunsição feminina porque elas sabem que são
naturalmente mais propensas ao pecado e que o prazer sexual só serve
para estimular a luxúria. Como poderia haver conflito nesse cenário?
Quando escrevi sobre meus sentimentos de como é ser uma brasileira, alguém perguntou, "Mas como é ser americana? Não é a mesma coisa?" Resolvi explicar como é, para mim, ser americana, que não é exatamente a mesma coisa de ser brasileira.
Os Estados Unidos são um país dividido em dois, a diferença do Brasil, que é fragmentado. Uma maneira boa de ver isso é nos sistemas de governo: aqui, temos só dois partidos políticos principais; no Brasil, tem muitos. É uma país, de fato, de preto e branco, com pouco espaço para cinza (vem de uma expressão em inglês; não me refiro à raça--mas talvez seria mais adequado falar azul e vermelho, as cores dos partidos politícos). Somos um país onde as cicatrizes da guerra civil nunca realmente curaram. Poderia dizer que somos um país dividido entre norte e sul, mas não é tão simples assim. Somos um país dividido entre cidade e campo, entre um vizinho e outro, entre demócratas e republicanos, entre liberais e conservadores.
Por isso, ao reconhecer que somos um país dividido, posso ter orgulho das coisas boas nossas--a democracia, a segurança, a educação--e reconhecer essas coisas como minhas. Ao reconhecer as coisas ruins (a violência, a idiotice dos ignorantes, a falta de controle de armas), eu posso pensar: mas isso não forma parte do "meu" país. Isso é outro, de outro lado do muro.
Fundamentalmente, eu acho que é a politica que divide, que nos separa. Lógico que tem pessoas boas e pessoas maus, como em qualquer país. Mas são os valores políticos e morais que ficam colocando linhas de separação. Todos temos muita coisa em comum: nosso amor à liberdade, nosso gosto para toda comida com elemento artificial, nossa fascinação com reality TV, nossa concentração (attention span) de Twitter. Mas até algum ponto, acabam as semelhancas.
Somos divididos. Quando o Bush decidiu começar a guerra com Iraq, as linhas ficaram muito profundas: as pessoas que eram a favor da guerra colocaram bandeiras na frente da casa, como se não fossem patriotas se não apoiassem a guerra. Nas eleições, viramos feras. Agora com o debate sobre a reforma do sistema da saúde, fico com muita raiva das pessoas chamando Obama de Hitler, ou trazendo fuzil para reunião pacífica e democrática. Mas consigo continuar sem enlouquecer se pensar, "Mas isso não é meu Pais. Isso é dos outros."
A maior questão moral que nos separa, acho, tem a ver com a individualidade versus a coletividade. A base da mentalidade republicana é que os direitos do individuo devem ser os mais sagrados, como por exemplo: se eu fosse conservadora e não gostasse de uma coisa, você não deve ter o direito de fazer essa coisa; mas se eu quiser outro direito, eu mereço e você pode se danar. Se você está bem e feliz, porque reclamar sobre os problemas dos outros? A filosofia liberal, ao contrario, é que todos somos uma comunidade e devemos nos respeitar, compartilhar e apoiar. Que todos devemos ter os mesmos direitos e a mesma liberdade. Que todos temos o direito à vida, liberdade e a busca de felicidade--que inclui o direito à saúde, a soberania sobre o corpo e o direito de privacidade. Que ainda em um país dividido em dois, todos merecem e devem ter essas liberdades.
Mas todos sabemos que nunca nos vamos a entender. Sempre ficaremos divididos sem poder convencer o outro lado ou mudar a maneira de pensar. O melhor que conseguiremos é poder fazer compromisso.
Com o país em crise, os ultra conservadores fazendo palhaçada, ainda em estado de guerra, eu estou preocupada, mas tranquila. Estou no meu país, onde as coisas só podem melhorar.
1. Antes de ir Tem
dois sites bons sobre turismo em NY em português: novayork.com e Vamos
Para Nova York. Também tem um site bom, nycgo.com em português, a
pesar do que tem menos informação do site principal em inglês.
2. Durante a viagem Tem
quiosques pequenos espalhados nos bairros turísticos com panfletos e
uma pessoa para ajudar, do NYC.com. Mas os melhores lugares para ir com
informação de graça são os da NYC & Company, a empresa oficial do
turismo em Nova Iorque. O ponto principal é o melhor, com muitos fliers
e tecnologia muito legal para ajudar você, alem de vários empregados da
empresa. Estão localizados nos seguintes lugares: Centro Principal
810 Seventh Ave. (entre. 52nd e 53rd Sts.)
212-484-1222 2a - 6a de 8:30 - 18:00; sábado e domingo 9:00 - 17:00; feriados 9:00 - 15:00
Times Square
1560 Broadway (entre 46th e 47th Sts.)
212-484-1222 2a - domingo, 8:00 - 20:00 (menos Natal e 1 de Janeiro) Harlem
Studio Museum in Harlem
144 W. 125th St. (entre Adam Clayton Powell Jr. Blvd. e Malcolm X Blvd.)
212-222-1014
2a - 6a, 12:00 - 18:00; sábado e domingo, 10:00 - 18:00 (fechado nos feriados)
City Hall
Parque de City Hall
Broadway no Park Row
212-484-1222
2a - 6a, 9:00 - 18:00; sábado, domingo e feriados 10:00 - 17:00
Federal Hall
26 Wall St. (entre William e Nassau Sts.)
212-484-1222
2a - 6a 9:00 - 17:00 (menos feriados do governo federal)
Quais são as melhores lojas?
Tem muitas lojas boas, mas as melhores e maiores para visitar são as seguintes:
1. B & H (eletrônicos, câmeras digitais, computadores) - a primeira parada se vai comprar qualquer coisa eletrônica [DICA: fecha todos os sábados]
2. Century 21 (roupa, sapatos, tênis, bolsas, e jóias de preço bom) - uma alternativa mais barata e mais legal do que a Macy's [DICA: vai cedo porque enche muito]
3. Macy's (mesma coisa da Century 21 mais móveis e coisas da casa - a maior loja do tipo no mundo)
4. FAO Schwartz (brinquedos caros, mas é quase museu de brinquedos; tem muitos legais, inclusive um piano gigante no chão)
5. Toys R' Us Times Square (é como parque de diversão de brinquedos; homem vira criança aqui)
6. Bed, Bath & Beyond (para produto da cozinha, da casa, do banheiro, do quarto de dormir - aqui tem tudo, um paraíso para mães) [Dica: vai!]
7.
Henri Bendel (loja muito chique e linda de roupas, perfumes, jóias, e
maquilhagem para as pessoas que gostam de gastar dinheiro a toa)
8. Sephora (franquia de lojas de maquilhagem muito boa; loja grande na Quinta Avenida)
9. DSW (a melhor e maior loja de sapatos de preço bom) [DICA: tem bolsas e carteiras muito bonitas também)
10. Home Depot (loja de ferramentas e produtos da construção; paraíso para homens e jardineiros) [DICA: vai!]
Eline Kullock me achou através de um site de midia social e pediu para
mim escrever um post. Já que ela é uma pessoa muito simpática,
interessante e super trabalhadora (é presidente da Grupo Foco em São
Paulo), topei, e aqui está. Ela vai publicar este post no blog dela, aqui.
As pessoas gostam de falar na brecha de gerações (generation gap),
ou seja, as diferenças e distância cultural entre as gerações: a
Geração Baby Boomer (pessoas que nasceram depois da Segunda Guerra
Mundial e antes de 1960), a Geração X (pessoas que nasceram entre 1960
e 1982, a Geração Y (pessoas que nasceram entre 1982 e 1996) e a
Geração Z (pessoas nascidas depois de 1996). Mas como é diferente esse gap no Brasil e nos Estados Unidos? Ao meu ver, é o seguinte.
Tecnologia Nos
Estados Unidos, dado o tamanho grande da classe média e alta, e a
acessibilidade e preços relativamente baixos da tecnologia, todas as
gerações conseguiram entrar na modernidade tecnológica rapidamente. Já
que a tecnologia também forma parte da moda, todo o mundo quer ter a
coisa mais chique, mais avançada, mais procurada (pense no i.Phone, W.ii, e TiVo, por exemplo). A grande maioria da população, da
Geração BB ate a Geração Z é tecnologicamente alfabetizado, com acesso
regular ao computador e/ou a Internet. A revolução da tecnologia é
recente e muda muito rápido, que obriga as pessoas a aprender
constantemente a usar novas ferramentas e novos produtos.
No
Brasil, a historia é um pouco diferente. Só nos últimos 5 anos que a
classe média cresceu considerávelmente, dando acesso à tecnologia que
anteriormente não podia alcançar, como máquina de lavar, DVD e
computador próprio. Antes, a alta tecnologia foi limitada a um setor
pequeno da população. Agora, com salários mais altos, programas sociais
e políticas do governo que a maioria tem acesso à tecnologia,
principalmente à Internet. Porém, da nova classe média, os maiores
beneficiários dessa mudança são das Gerações Y e Z, deixando as
Gerações BB e X para atrás. Como antes, todas as gerações das velhas
classes média e alta têm acesso e são tecnologicamente alfabetizadas,
mas são os adultos da nova classe média que ainda estão no processo de
aprender a utilizar a tecnologia, particularmente a Internet e
programas de computador. A Orkut tem sido uma ferramenta muito útil
para esses novos usários a entender como usar a Internet, fotos
digitais e vídeos.
Mercado de trabalho Eu vejo um processo contrário acontecendo nos dois países enquanto isso: Nos
EUA, estamos na pior crise econômica desde a Grande Depressão, a pesar
de ter uma das maiores economias e ser um dos maiores poderes militares
no mundo. O impacto não e só financeiro, senão emocional também. Nossa
auto-estima está extramente baixa e não tem um clima muito optimista no
país (depois da lua-de-mel da eleição presidencial). Todas as gerações
estão sofrendo no mercado de trabalho, especialmente com cortes de
pessoal em todo setor, mas a geração que mais está sofrendo é a Geração
Y, já que muitos acabaram de entrar ou estão entrando no mercado de
trabalho em um momento muito difícil. Desde os anos 1960s até a crise,
houve uma mudança no mercado que deixaram as pessoas entrar em novas
carreiras (especialmente as mulheres), e a revolução da tecnologia
criou muitos empregos completamente novos (IT, por exemplo), deixando
as pessoas fazerem algo diferente em vez de fazer carreiras
tradicionais, como dentista ou contador. Como resultado, os jovens da
Geração Y estão sendo obrigados a se diferenciar dos demais, tentando
criar um perfil único com um conjunto de habilidades úteis. Mas já que
tem mais pessoas procurando trabalho do que vaga, em este momento é
mais seguro entrar em carreira "tradicional" como médico e engenheiro,
onde precisa de pessoas com conhecimento muito especifíco, ou voltar a
estudar, fazendo programas de maestria ou doutorado.
No Brasil,
não é assim. As gerações BB e X sofreram com instabilidade econômica,
ditadura militar, e hiperinflação, resultando (em como a Eline me
disse), em uma auto-estima muito baixa. Até recentemente, com a
estabilidade econômica e crescimento continuado da economia, a taxa de
desemprego ficava alta e era mais difícil entrar no mercado de
trabalho. Na faculdade, as pessoas fizeram carreiras práticas, como as
carreiras tradicionais que mencionei, para ter uma maior chance de
conseguir emprego. Não teve muito espaço para desejo pessoal ou
criatividade, menos que tivesse muito dinheiro. Mas agora, isso mudou.
A Geração Y, e também parte da Geração X têm acesso a um mercado de
trabalho maior, mais fluido, e mais aberto. Essas gerações têm muito
mais flexibilidade em que carreira querem escolher e mais liberdade
para trocar o caminho profissional. Esses trabalhos inovadores que
vieram da revolução da tecnologia chegaram pouco a pouco, e agora têm
uma presença importante no país, entre eles as mídias sociais e sites
na Web. A auto-estima da Geração Y está bem mais alta do que estava
para as Gerações BB e X quando eles tinham a nossa idade, e isso da uma
vantagem muito importante em um clima de esperança e crescimento.
Valores culturais Nos
Estados Unidos, temos uma história coletiva meio esquizofrénica, ou
seja, que nossa memoria histórica é bastante limitada. Tendemos viver
no momento, enfocando no presente, em vez de pensar e lembrar das
lições do passado. É assim que vivemos 3 guerras desastrosas e
fracassadas em sucessão. Uma consequência disto é que apesar do que
cada geração preserva os momentos mais importantes da história, o mais
valorizado são os de agora. Tem uma pressão sútil de conformar ao
presente e deixar o passado "onde pertence," nos livros da história e
os vídeos de preto e branco. Outra consequência é que as Gerações BB e X
tem um desejo de formar parte da Geração Y, de afirmar os
acontecimentos de agora como os deles e aceitar os novos valores. A
mudança em valores culturais é compartilhada entre todas as gerações,
em vez de ser transmitida só à Geração Y. Por exemplo, agora uma
maioria de americanos querem banir cigarro de lugares públicos, achando que fumar é ruim para a saúde e a
sociedade, apesar do que a Geração BB não pensou assim quando criança
ou jovem. Muitas mais pessoas agora acham que os homossexuais
merecem direitos iguais do que na época jovem dos BB.
No Brasil,
a história coletiva é muito mais forte. Não é só o fato dos jovens
lembrar da Copa de 1950 ou gostar da musica antiga do Gilberto Gil,
senão também lembrar da ditadura, o legado do Vargas, e o colonialismo.
A sociedade brasileira é muito mais como uma família, e por essa e
outras razões, a história é mais valorizada. Mas também vejo mudanças
mais lentas entre os valores culturais de cada geração. A Geração Y é a
mais "progressista," mas os valores mudam mais devagar do que nos EUA,
provavelmente porque tem um respeito muito maior e mais reverenciado
para os pais e avós do que nos EUA. Nos EUA, onde é mais aceitável e
até preferido rejeitar os valores dos pais; no Brasil, é mais aceitável
concordar com os valores dos pais. Por exemplo, apesar das mudanças na tecnologia, como email e SMS, ainda é preferido comunicar por telefone ou cara a cara. Mesmo que tenha comida rápida e muitas pressões no trabalho, a hora do almoço ainda tem peso, e muitos trabalhadores saem juntos para comer. Agora, com certeza, a Geração Y do
Brasil tem muitos valores culturais comparilhados com a Geração Y dos
EUA, mas os valores tradicionais também são importantes e sagrados.
Passeando em Nova Iorque com o Eliseu, reparei duas coisas: é certo que os brasileiros é o grupo de turistas que está crescendo mais na cidade, mas quase nada aqui está disponível em português. Por isso, resolvi abrir um espaço no meu blog para dar dicas para brasileiros passeando em Nova Iorque, do mesmo jeito que dava dicas para gringos no Rio. Sempre é bom levar guia, mas aqui vou tentar proporcionar vocês com dicas especiais. Se tiver uma pergunta específica, mandem para mim e respondo no próximo post.
Quanto dinheiro devo levar?
Na cidade, quase todo lugar aceita cartão de crédito (até táxi aceita). Quando puder, é melhor usar cartão, porque pode conseguir melhor taxa de câmbio do que com dinheiro trocado. Agora que o dólar está flutando entre 1.8 e 1.9 reais, é mais econômico usar cartão do que trocar dinheiro, já que tem que pagar uma taxa na casa de câmbio. Sempre é bom ter troco para gorjetas e compras pequenas (como cachorro quente, estilo nova-iorquino!), mas os outros gastos fácilmente podem ser feitos com cartão.
Falando nisso, o sistema de gorjetas é um pouco diferente aqui. Sempre tem que dar para porteiro, seja no aeroporto ou no hotel, de pelo menos US$1. Nos restaurantes, tem que dar uma gorjeta de entre 15 e 20% da conta total (que inclui uma taxa da cidade de 8% que é obrigado pagar). Em bar ou boate, tem que dar gorjeta sempre que compra bebida, de pelo menos US$1 por bebida. Finalmente, tem que dar gorjeta para motorista de táxi de 10 a 20% do custo total.
Como pode ver tudo?
É muito difícil ver tudo que tem aqui em uma ou duas semanas. Mas tem dois produtos que pode comprar que dão acesso aos ponto turísticos principais na cidade de Nova Iorque.
Primeiro, tem New York CityPass, que o Eliseu e eu compramos. Custa US$79 por adulto e $59 por criança, poupando $60 por adulto (se pagasse cada ponto separadamente). Consiste em um livreto de ingressos, e tira um em cada lugar. Este ingresso dá acesso ao prédio do Empire State, ao Museu da História Natural, ao Museu Guggenheim, ao Museu de Arte Moderna, ao Museu Metropolitano de Arte, The Cloisters, e a um passeio em barco OU a Estátua da Liberdade com a Ilha Ellis. Pode comprar online ou na hora em qualquer um dos oito locais (melhor comprar no Guggenheim, por exemplo, do que no Empire State, que tem fila muito longa). Também inclui descontos para outras atrações. O bom deste tipo de ingresso é que você pode pular a fila enorme para as pessoas comprando ingresso na hora, e poupa muito tempo em vez de ficar esperando. Supostamente, tem que usar o ingresso dentro de 9 dias, começando no primeiro dia que usar o Pass, mas quando fomos, ninguém escreveu a data nem ligava. Se não se interessar muito em todos os lugares do CityPass e não quer pagar tudo, pode comprar ingresso para o Empire State e a Estátua na Internet para não ter que enfrentar a fila.
O outro ingresso é o New York Pass, que dá acesso a 50 pontos turísticos que normalmente custam US$600 em total. Também deixa você pular a fila, e inclui descontos e um guia completo da NYC de graça. Só que esta opção é bem mais cara: $90.40 por pessoa por 2 dias, $131.40 por 3 dias, e $307.90 por 7 dias. Funciona como cartão de crédito (é um smart card), e anota onde você visita. O problema com isto é que você tem que usar em dias consecutivos, e tem que fazer muita coisa dentro de pouco tempo, que pode ser bastante cansativo. O bom é que inclui o custo de todos os pontos turísticos e pode escolher quais são mais interessantes. Pode comprar na Internet e receber o ingresso por correio, o comprar por Internet e pegar em Times Square quando chegar.
A próxima vez, veremos: Onde posso achar informação de graça?Quais são as melhores lojas?